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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

MÊS DA BÍBLIA


SETEMBRO MÊS DA BÍBLIA

Toda a bíblia é palavra de Deus, que semeada em solo fértil produz fruto em abundância.
Que neste mês, possamos nos voltar para a Palavra de Deus com coração aberto para receber, ouvir e viver aquilo que Deus tem planejado para nós.


PARA REFLETRIR!

O DÍZIMO NA BÍBLIA

Desde o início da bíblia, percebemos o ser humano agradecido oferecendo para Deus o fruto do seu trabalho. Caim e Abel entregaram uma parte do que tinham (Gn 4,4), Noé faz um sacrifício para o senhor depois do dilúvio e Abraão entrega seu dízimo para Melquisedec, rei de Salém (Gn 14, 1-24). Moisés prescreve: “Todos os dízimos da terra, tomados das sementes do solo ou frutos das árvores são propriedades do Senhor” (Lv 27,30). “Porás à parte o dízimo de todo fruto de tuas semeaduras, de tudo o que teu campo produzir cada ano” (Dt 14,22), “Tragam o dízimo completo para o templo... façam essa experiência comigo... e verão se não derramo sobre vocês minhas bênçãos” (Dt 3,10).

Seja você também um dizimista.

Pastoral do Dízimo – Paróquia Santa Rita de Cássia

quinta-feira, 16 de abril de 2009

"Dízimo: Ato de Fé e Amor"


O MENINO E A MOEDA

Um homem resolveu construir um muro. Depois que o muro ficou pronto sobrou um monte de entulho. O homem convidou um menino para remover aquele resto de obra. Combinou pagar a quantia de R$ 10,00. Era serviço para poucas horas. O serviço foi concluído em menos de 3 horas e o pagamento foi feito com uma nota de R$ 5,00 e cinco moedas de R$ 1,00. Mostrando alegria por ter recebido o seu pagamento, o menino colocou nos bolsos da frente da velha bermuda que usava, a nota e quatro moedas, no bolso de trás colocou a outra moeda. Curioso com o fato, o homem perguntou ao menino porque havia separado aquela moeda. Demonstrando muita consciência e segurança, respondeu o menino:


“-O padre da minha Igreja leu na Bíblia que de tudo que a gente recebe, 10% é de Deus e que devemos devolver a Ele como Dízimo. Esta moeda é a parte de Deus que vou levar para a minha Igreja”.

Páscoa


DOMINGO DE PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR


HOMILIA DO PAPA BENTO XVI


Domingo de Páscoa 12 de Abril de 2009

Amados irmãos e irmãs!


«Cristo, o nosso cordeiro pascal, foi imolado» (1 Cor 5, 7): ressoa hoje esta exclamação de São Paulo que ouvimos na segunda leitura, tirada da primeira Carta aos Coríntios. É um texto que remonta apenas a uns vinte anos depois da morte e ressurreição de Jesus e no entanto – como é típico de certas expressões paulinas – já encerra, numa síntese admirável, a plena consciência da novidade cristã. Aqui, o símbolo central da história da salvação – o cordeiro pascal – é identificado em Jesus, chamado precisamente «o nosso cordeiro pascal». A Páscoa hebraica, memorial da libertação da escravidão do Egipto, previa anualmente o rito da imolação do cordeiro, um cordeiro por família, segundo a prescrição de Moisés. Na sua paixão e morte, Jesus revela-Se como o Cordeiro de Deus «imolado» na cruz para tirar os pecados do mundo. Foi morto precisamente na hora em que era costume imolar os cordeiros no Templo de Jerusalém. O sentido deste seu sacrifício tinha-o antecipado Ele mesmo durante a Última Ceia, substituindo-Se – sob os sinais do pão e do vinho – aos alimentos rituais da refeição na Páscoa hebraica. Podemos assim afirmar com verdade que Jesus levou a cumprimento a tradição da antiga Páscoa e transformou-a na sua Páscoa.
A partir deste novo significado da festa pascal, compreende-se também a interpretação dos «ázimos» dada por São Paulo. O Apóstolo refere-se a um antigo costume hebraico, segundo o qual, por ocasião da Páscoa, era preciso eliminar de casa todo e qualquer resto de pão fermentado. Por um lado, isto constituía uma recordação do que tinha acontecido aos seus antepassados no momento da fuga do Egipto: saindo à pressa do país, tinham levado consigo apenas fogaças não fermentadas. Mas, por outro, «os ázimos» eram símbolo de purificação: eliminar o que era velho para dar espaço ao novo. Agora, explica São Paulo, também esta antiga tradição adquire um sentido novo, precisamente a partir do novo «êxodo» que é a passagem de Jesus da morte à vida eterna. E dado que Cristo, como verdadeiro Cordeiro, Se sacrificou a Si mesmo por nós, também nós, seus discípulos – graças a Ele e por meio d’Ele –, podemos e devemos ser «nova massa», «pães ázimos», livres de qualquer resíduo do velho fermento do pecado: nada de malícia ou perversidade no nosso coração.
«Celebremos, pois, a festa (…) com os pães ázimos da pureza e da verdade»: esta exortação de São Paulo, que conclui a breve leitura que há pouco foi proclamada, ressoa ainda mais forte no contexto do Ano Paulino. Amados irmãos e irmãs, acolhamos o convite do Apóstolo; abramos o espírito a Cristo morto e ressuscitado para que nos renove, para que elimine do nosso coração o veneno do pecado e da morte e nele infunda a seiva vital do Espírito Santo: a vida divina e eterna. Na Sequência Pascal, como que respondendo às palavras do Apóstolo, cantámos: «Scimus Christum surrexisse a mortuis vere – sabemos que Cristo ressuscitou verdadeiramente dos mortos». Sim! Isto é precisamente o núcleo fundamental da nossa profissão de fé; é o grito de vitória que hoje nos une a todos. E se Jesus ressuscitou e, por conseguinte, está vivo, quem poderá separar-nos d’Ele? Quem poderá privar-nos do seu amor, que venceu o ódio e derrotou a morte?
O anúncio da Páscoa propaga-se pelo mundo com o cântico jubiloso do Aleluia. Cantemo-lo com os lábios; cantemo-lo sobretudo com o coração e com a vida: com um estilo «ázimo» de vida, isto é, simples, humilde e fecundo de obras boas. «Surrexit Christus spes mea: / precedet vos in Galileam – ressuscitou Cristo, minha esperança / precede-vos na Galileia». O Ressuscitado precede-nos e acompanha-nos pelas estradas do mundo. É Ele a nossa esperança, é Ele a verdadeira paz do mundo. Amen.


Para Refletir...


A Igreja Católica e suas festas nem sempre religiosas - 28 Jul 2008


Dom Redovino Rizzardo (709 leituras)


No dia 8 de julho, recebi uma carta de um leigo cristão de nossa Diocese, questionando o uso de bebida alcoólica nas festas promovidas pela Igreja. Transcrevo-a sinteticamente:«Há duas semanas, entrou em vigor a lei 11.705, que altera o CTB em relação ao uso do álcool. Ontem, durante o encontro do nosso grupo de reflexão, surgiu um questionamento sobre a posição da Igreja diante do consumo de bebida alcoólica nas festas religiosas.Hoje, nos deparamos com um fato novo, que é a vigência da nova lei, a qual, no primeiro momento, já demonstrou os seus benefícios Como procederá a Igreja diante deste fato novo? Continuará a promover suas festas servindo bebidas alcoólicas?Uma das festas de grande expressão em nossa cidade é a de São Cristóvão (padroeiro dos motoristas), justamente aqueles a quem a lei vem regulamentar o comportamento quanto à utilização do álcool. Como católico praticante, rezo para que, um dia, todas as nossas paróquias possam abolir totalmente, de suas festas, a venda de bebidas alcoólicas».Se se pudesse brincar com assuntos sérios – mas não convém, até mesmo para não fugir do problema –, eu começaria dizendo que nasci em Bento Gonçalves, a cidade que diz produzir o melhor vinho da América Latina! Acrescentaria que o primeiro milagre operado por Jesus aconteceu exatamente numa festa de família, ocasião em que transformou em torno de 500 litros de água em vinho – e do bom, como se apressa a esclarecer o Evangelho. Para seus adversários, Jesus não passava de um «glutão e bebedor de vinho» (Lc 7,34). Por sua vez, São Paulo não hesitou em dar um conselho inesperado ao bispo Timóteo: «Deixa de beber somente água; toma um pouco de vinho para facilitar a digestão e superar tuas freqüentes doenças» (1Tm 5,23). Mas, como se sabe, a Bíblia é um oceano infinito, onde cada um pesca o que quer. Por isso, se nela encontramos elogios ao vinho, há também inúmeras páginas que o condenam veementemente. Para não cansar o leitor, cito apenas São Paulo, o mesmo que aconselhou Timóteo a não beber apenas água. Aos fiéis leigos, dizia: «Não vos embriagueis com vinho, o pai da luxúria» (Ef 5,18). Aos eclesiásticos, acrescentava: «O bispo deve ser sóbrio, não dado ao vinho nem violento» (1Tm 3,3). Por fim, às mulheres (pois a embriaguez não é privilégio dos homens), pedia que «não fossem escravas da maledicência e da bebida» (Tt 2,3).Como se percebe, para São Paulo os efeitos perversos do álcool são a luxúria, a violência e a maledicência.Se todos fôssemos adultos e maduros, não haveria problemas. Saberíamos quando beber e quando parar. «Virtus in medio: a virtude está no equilíbrio» repetiam os antigos latinos. Nem sempre a renúncia aos bens criados por Deus é sinal de santidade. Há momentos e situações em que ela é necessária, em vista de um ideal superior; mas, na normalidade do dia-a-dia, Deus pede apenas que deixemos de lado o que impede o crescimento da humanidade. Dado, porém, que a fraqueza humana é grande – o próprio Jesus falou que «o espírito é forte, mas a carne é fraca» (Mt 26,41) – é sempre mais prudente evitar as ocasiões, pois «quem abre um buraco, nele cairá» (Pr 26,27).Infelizmente, há festas religiosas em que se tem a impressão que sua finalidade principal seja o dinheiro, tanto que seu resultado positivo ou negativo é medido pelo número de caixas de cerveja vendidas... Não poucas vezes, seus próprios organizadores são os que incentivam o uso e o abuso do álcool. Não será por isso que algumas dessas festas terminam em brigas e assassinatos – ou seja, exatamente o contrário do motivo pelo qual deveriam existir?Uma síntese do que penso a respeito é dada pelo “Diretório Administrativo Diocesano”, em vigor desde o dia 1° de janeiro de 2004:«Para a sustentação da Diocese e de cada comunidade, em primeiro lugar, deve-se organizar a contribuição normal e permanente dos membros da comunidade através do dízimo. As outras promoções, como campanhas, festas, quermesses, etc., também têm o seu significado e importância, não apenas pelo seu rendimento econômico, mas, sobretudo, pelo seu valor de confraternização e participação do povo.Nestes momentos fortes de confraternização, as comunidades precisam ter o cuidado de não cometer exageros que provoquem maus exemplos ou escândalos, como, por exemplo, o comércio exagerado e sem escrúpulos de bebidas alcoólicas, motivo de constrangimentos em muitas comunidades. Os próprios bailes – a não ser os estritamente familiares – não parecem adequados para congraçar a comunidade e construir o Reino de Deus. Os fins não justificam os meios».


terça-feira, 18 de novembro de 2008

Ofertório

REFLEXÕES SOBRE O OFERTÓRIO

O primeiro grande momento da celebração litúrgica da Eucaristia isto é, da Santa Missa, é formado pela convocação, a Liturgia da Palavra com as leituras, a homilia e a oração universal ou oração dos fiéis.
Em seguida tem início a Liturgia Eucarística.
A apresentação das oferendas (o ofertório): trazem-se então ao altar, por vezes em procissão, o pão e o vinho que serão oferecidos pelo sacerdote em nome de Cristo no sacrifício eucarístico, e ali se tornarão o corpo e o sangue de Cristo este é o próprio gesto de Cristo na Última Ceia, “tomando pão e um cálice”. Esta oblação, só a Igreja a oferece, pura, ao criador, oferecendo-lhe com ação de graças o que provém de sua criação”.
A apresentação das oferendas ao altar assume o gesto de Melquisedec e entrega os dons do criador nas mãos de Cristo, é ele que, em seu sacrifício, leva à perfeição todos os intentos humanos de oferecer sacrifícios.
Desde os inícios, os cristãos levam, com o pão e o vinho para a Eucaristia, seus dons para repartir com os que estão em necessidade, este costume da coleta, sempre atual, inspira-se no exemplo de Cristo que se fez pobre para nos enriquecer:
Os que possuem bens em abundância e o desejam dão livremente o que lhes parece bem, e o que se, recolhe é entregue àquele que preside. Este socorre órfãos e viúvas e os que, por motivo de doença ou qualquer outra razão, se encontram em necessidade, assim como os encarcerados e os hóspedes que chegam de viagem; numa palavra, ele toma sobre si o encargo de todos os necessitados.

(Catecismo da Igreja Católica)

"O ofertório significa a preparação do altar e dos elementos necessários ao Sacrifício Eucarístico.
O pão e o vinho são oferecidos enquanto a assembléia canta algo que deve exprimir oblação, além do pão e do vinho há celebrações nas quais se levam outras dádivas ao altar, destinadas aos irmãos carentes ou símbolos da vida cotidiana dos oferentes. É preciso que através destes gestos se guarde sempre a consciência de que os fiéis se oferecem ou oferecem a sua vida; não assuma este tipo de oferenda o aspecto de cerimônia folclórica."
- "Neste sacramento do pão e do vinho, da comida e da bebida, tudo o que é humano sofre uma singular transformação e elevação."

(João Paulo II - Mistério e culto da Santíssima Eucaristia 7)

- No momento do ofertório oferecemos os "frutos da terra e do trabalho do homem”.
- "O homem, criado a imagem de Deus, participa mediante o seu trabalho na obra do Criador." (João Paulo II)
- Jesus mesmo era homem do trabalho. “Não é ele o carpinteiro?” (Mc 6,2) diziam admirados seus concidadãos de Nazaré.
- "Todo o trabalho, seja ele manual ou intelectual, anda inevitavelmente ligado a fadiga.
O suor e a fadiga, que o trabalho comporta necessariamente na presente condição da humanidade, proporcionam aos cristãos e a todo o homem, dado que todos são chamados a seguir a Cristo, a possibilidade de participar no amor a obra que o mesmo Cristo veio realizar.
No trabalho humano, o cristão encontra uma pequena parcela da cruz de Cristo e aceita-a com o mesmo Espírito de redenção com que Cristo aceitou por nós a sua cruz.
E, graças à luz que, emanando da ressurreição do mesmo Cristo, penetra dentro de nós, descobrimos sempre no trabalho um vislumbre da vida nova, do novo bem, um como que anúncio dos 'céus novos e da nova terra, os quais são participados pelo homem e pelo mundo precisamente mediante o que há de penoso no trabalho’.
O cristão que está atento em ouvir a Palavra de Deus vivo, unindo o trabalho à oração, procure saber que lugar ocupa o seu trabalho não somente no progresso terreno, mas também no desenvolvimento do Reino de Deus, para o qual todos somos chamados pela potência do Espírito Santo e pela palavra do Evangelho."

(João Paulo II - O Trabalho Humano 27)

A celebração eucarística comporta sempre: a proclamação da palavra de Deus, a ação de graças a Deus pai por todos os seus benefícios, sobretudo pelo dom do seu Filho, a consagração do pão e do vinho e a participação no banquete litúrgico pela recepção do Corpo e do Sangue do Senhor. Estes elementos constituem um só e mesmo ato de culto. (Catecismo da Igreja Católica)
Para refletir:
1) Antes do ofertório o celebrante mistura água no vinho a ser consagrado. Esse gesto simboliza a natureza humana unida à natureza divina no mistério da encarnação. Simboliza também a participação dos cristãos na natureza divina, os quais se tornam filhos de Deus pelo Batismo.
A gota d'água que o sacerdote derrama no vinho a ser consagrado simboliza a participação de todos aqueles que se oferecem com o Cristo ao Pai.
2) No momento do Ofertório o fiel deve trazer ao altar seu trabalho, suas alegrias, suas esperanças, enfim, sua vida inteira.
Assim como o pão e o vinho pelo poder de Deus se converterão no Corpo e no Sangue de Jesus, toda a nossa vida será transformada pela ação de Deus se nos entregarmos em Suas mãos.

Ofertório

Chama-se «ofertório» – «tempo ou acção de oferecer» – à parte da Missa em que, depois da Liturgia da Palavra, se preparam o altar e os dons para a liturgia eucarística.
A introdução ao Missal Romano descreve os diversos elementos do Ofertório: a procissão dos dons para o altar, as orações da sua apresentação, a colecta na comunidade, o canto do Ofertório, o incenso, o lavabo e a oração sobre as oblatas (cf. IGMR 72-77).
Esta estrutura conheceu evoluções muito notórias, ao longo da história:
No século II, o testemunho de Justino (na sua Apologia, por volta de 150) descreve este momento de um modo muito simples: apresenta-se, àquele que preside sobre os irmãos, pão e uma taça de água e vinho misturado: depois de o receber, eleva ao Pai de todas as coisas louvor e glória.
Nos séculos seguintes, foram-se desenvolvendo alguns aspectos, sobretudo a procissão dos dons por parte dos fiéis, a coleta em favor da Igreja e dos pobres, cantos de ofertório e várias orações pessoais ou apologias com as quais o sacerdote professa a sua indignidade diante do santo Mistério a que vai presidir.
O Missal de Paulo VI não chama ofertório a este espaço, mas, com mais propriedade, preparação das oferendas ou preparação dos dons, e suprimiu algumas das orações pessoais, como a “Suscipe sancta Trinitas”, diminuindo assim o tom excessivamente ofertorial que se tinha acrescentado a este momento e recordando que a verdadeira oferenda, e, portanto, o ofertório da Missa, não é o do pão e do vinho, mas o do Corpo e do Sangue de Cristo, e isso acontece dentro da Prece Eucarística: «Celebrando, agora, Senhor, o memorial […] nós Vos oferecemos o pão da vida e o cálice da salvação.»
Por isso também, nas traduções das orações de apresentação do pão e do vinho, se há de evitar traduzir o «offerimus», que aparece em latim, pelo «vos oferecemos», reservando esta expressão para a outra oblação, dentro da Prece Eucarística: aqui usa-se «Vos apresentamos», nas diversas línguas.
Contudo, tem também sentido que o pão e o vinho, frutos da terra e do trabalho, assim como o dinheiro ou outros dons para os pobres e para a Igreja, se apresentem com intenção ofertorial, não só como algo funcional e prático, mas também simbólico, a modo de preparação e de incorporação pela parte dos fiéis à oferenda sacrificial que de si mesmo fez Cristo na cruz e que se atualiza na Eucaristia. Assim, a Igreja, ao mesmo tempo que oferece a Deus Pai, no Espírito Santo, a hóstia imaculada, deseja que os fiéis aprendam a oferecer-se também a si mesmos.
Sem adiantar idéias próprias da Prece Eucarística, exprime-se que, de um modo simbólico, já começa aqui a nossa inserção no ofertório de Cristo e da Igreja. A mesma intenção têm as orações pessoais que ficaram: a da mistura da água e do vinho, o “in spiritu humilitatis” e a do lavabo do sacerdote.
Assim, o pão e o vinho são símbolo dos fiéis e da sua existência, que se une à oferenda de Cristo.


Textos extraídos de diversos “sites” que falam sobre o dízimo e o ofertório, onde muitos, infelizmente não mencionam seus autores.

Por: Claudenir Pinho Calazans

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Para refletir...


Nunca Pare De Lutar
Ludmila Feber

O que vem pra tentar ferir

O valente de Deus

Em meio às suas guerras,

Que ataque é capaz

De fazê-lo olhar pra trás

E querer desistir.

Que terrível arma é

Usada pra tentar paralisar sua fé?


Cansaço, desânimo,

Logo após uma vitória

A mistura de um desgaste com um contra-ataque do mal

A dor de uma perda, ou a dor da traição?

Uma quebra de aliança, que é raiz da ingratidão.


Se alguém está assim, preste muita atenção.

Ouça o que vem do coração de Deus


Em tempos de guerra,

Nunca pare de lutar.

Não baixe a guarda,

Nunca pare de lutar.

Em tempos de guerra,

Nunca pare de adorar.

Libera a Palavra,

Profetiza sem parar


O escape, o descanso, a cura,

A recompensa vem sem demora.

domingo, 26 de outubro de 2008

DÍZIMO: MINHA DECISÃO PELA VIDA


A modernidade, aos poucos, foi nos subtraindo a condição humana e a nossa identidade. Já não temos nome e sobrenome. Somos apenas “contribuintes”, “consumidores” e “investidores” e...“inadimplentes”. Não pertencemos mais a uma “sociedade”, pertencemos ao “mercado”. E no “mercado”, viramos “mercadoria”; E a mercadoria é impessoal, descartável, um número, um código de barra.A vida, hoje – a vida humana, a vida animal e vegetal -, também está reduzida a objeto de mercado. De compra e venda. Coisas de consumo e de contabilidade. Quanto “vale” um senador, um empresário, um jogador de futebol, um músico, o presidente norte-americano? Quanto vale o seu passe ou o seu resgate? Se você quiser saber a sua cotação no mercado social, imagine quanto pediriam pelo seu resgate no caso de seqüestro. E alguém o seqüestraria? A cotação de uma pessoa se faz pelo número de seguranças, pelo carro blindado, pela cerca elétrica e pelas grades que o isolam. Como a propaganda do antigo sabonete, “você vale quanto pesa” em ouro, em dólares ou euros. Logo, logo seremos identificados não pelo RG, mas, pelo código de barras.E tudo o que se refere à vida também é cotado no grande mercado. Olha-se para a floresta não para avaliar o que ela representa para a qualidade da vida humana, mas, para calcular, ao derrubá-la, quanto ela vai “render” em madeira, em pastagem, em exploração do seu sub-solo. Olha-se para os rios e mananciais de água não como fonte de vida para o homem e para o peixe. Mas quanto eles “valem” na exploração comercial de suas águas para envasamento. E enquanto eles barateiam os custos públicos de escoamento do esgoto, do lixo e dos detritos químicos.Assim também com a vida humana. Para que manter vivo o velhote pobre ocupando inutilmente um leito de hospital? Eutanásia nele! Por que permitir a uma mulher pobre colocar mais um pivetinho no mundo para ameaçar a vida dos que “trabalham” e “produzem”? Aborto nele! Afinal, cada pobre que nasce é um perigo e um estorvo para a sociedade. É mais um que vai assaltar, vai incomodar o “consumidor” no sinaleiro, no estacionamento de rua, nos restaurantes. Aborto neles!E outra: se a vida é apenas uma mercadoria descartável, podemos manipulá-la à vontade. A engenharia genética, como a engenharia industrial não é uma permanente busca de superação do antigo pelo novo? Um nova geração de computadores e celulares não resiste a um mês. Já saímos da loja ou da agência com o último modelo de celular ou de carro já ultrapassado. Não é mais a idade que nos torna velhos. É a mercadoria, a roupa, a filmadora que usamos.E de onde surge o novo? Do poder de manipulação no laboratório. Nada mais é intocável, imutável, perene, eterno. Nada mais é território exclusivo de Deus. O parceiro de Deus rompeu os limites. Já não há mais fruto proibido. Como qualquer outro produto, o homem é uma engenhoca de laboratório. Como rato-cobaia, é dissecado, clonado, retalhado, base de experiências. Seus órgãos entram na cotação do mercado. E ele mesmo, como embrião, perdeu a sua condição de ser humano em potencial para ser um tubo de ensaio congelado. No mundo dos negócios, a ética e a moral é o que menos contam. Foi assim que Jesus espinafrou o comportamento escrupuloso dos fariseus nos detalhes sem importância, e se omitia do fundamental: “Vocês dão a Deus até o Dízimo da hortelã, da arruda e das verduras, mas, não são justos com os outros e não amam a Deus.” (Lc 11, 42)
O Meu Dízimo não pode ser apenas um detalhe menor perante a vida. Não é um dinheiro que apenas compra e consome. Apenas um fator de mercado. O dízimo é decisão em favor da vida: a humana, a vegetal, a animal. O Dízimo é uma aposta na capacidade que o ser humano tem, como parceiro de Deus, de acelerar o processo de humanização do homem por meios éticos e morais. O dizimista é alguém que se orgulha de pertencer a uma humanidade que sai da condição de moradora da caverna para alcançar o espaço integrado no todo da natureza. Que consegue, através do avanço da ciência e da tecnologia da medicina, permitir o homem aumentar a idade média de vida de 40 para 80 anos. Que, através da tecnologia de alimentos consegue triplicar o número de participantes do banquete da vida. O Dizimista faz festa ao se sentir construtor da história humana, sempre em evolução, corrigindo os desacertos e viezes que, por vezes, o desumanizam como agora. O dizimista acredita que o ser humano é capaz de superar-se a si mesmo. Que se esforça por restituir ao ser humano mesmo reciclado com todos os recursos do laboratório, a sua condição de “humano” e não de objeto de mercado, de compra e venda.
”Dizimista, “escolha, pois, a vida!”
Pe. Otto Dana- Pároco da Igreja Sant´Ana – Rio Claro – SP

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

10 Mandamentos dos dizimistas


MANDAMENTOS DO DIZIMISTA
1º. Encarar o dízimo como expressão de partilha, em conseqüência de pertença a uma comunidade que se tem o dever de sustentar, sob pena de se adotar o comportamento incoerente dos que integram uma família e nada fazem para mantê-la;
2º. Banir, da mente, toda e qualquer idéia do dízimo como esmola, porquanto assim considerá-lo é passar, a Deus, o atestado de mendigo, coisa inadmissível por ser Ele o Senhor de todos e de tudo. Quando se Lhe dá alguma coisa não é para mostrar ser Ele necessitado daquilo que se Lhe dá, mas para revelar que tudo Lhe pertence;
3º. Dar o dízimo máximo que se puder oferecer, levando-se, em conta, as seguintes realidades - Se o que se está oferecendo é tudo que se pode ofertar, se aquilo com o que se está contribuindo em matéria de dízimo é proporcional ao que se gasta em outras coisas (roupa, viagens, bebida, fumo, diversões etc.);
4º. Oferecer o “dízimo” sem buscar, de Deus, recompensa, de imediato, pelo que se está Lhe ofertando, lembrando-se de que a recompensa da oferta está no próprio ofertar;
5º. Cumprir o sagrado dever do dízimo com fidelidade (assiduidade), sem jactância (isentando-se de fazer comparação entre o que dá e o que os outro dão), com alegria (sem reclamar do que se está contribuindo, ainda porque o Senhor só concede o prêmio ao doador alegre);
6º. Conscientizar pessoas outras não dizimistas a que o sejam mostrando-lhes que ninguém pode acreditar na convicção religiosa de alguém descomprometido do seu sustento;
7º. Manter o cumprimento do dízimo não em razão dos pastores de sua Igreja, mas em função da Igreja, sejam quais forem os seus pastores;
8º. Evitar fazer coro com aqueles que alegam a doação de seu dízimo, valendo-se de sua condição de dizimistas para exigir tudo da Igreja sem a contemplarem com qualquer outra generosa colaboração;
9º. Rezar diariamente a “oração do dizimista”, também, como meio de manter acesa a chama da partilha que culmina nas mãos, mas se acende no coração.
10º. Procurar crescer na fé e na caridade, como sustentáculos de sua capacidade de doação, consciente de que ser dizimista não é só conseqüência de possuir, mas, antes, de crer e, sobretudo, de amar.

Pe. José Gilberto de Luna

domingo, 31 de agosto de 2008

DÍZIMO: Dom Maravilhoso


Dar dízimo não é meter a mão no bolso e sacar dinheiro.
Dízimo é colocar antes a mão no coração e sentir na gratidão o pulsar do Amor de Deus.

Dízimo, dom generoso do povo, matéria prima para a multiplicação da fé. Ide e Evangelizai todos os povos...”

Quem se torna dizimista venceu a barreira do egoísmo.
Dízimo é semente de prosperidade.
Prosperidade é constatar que “Deus jamais se deixa vencer em generosidade”.
Ser dizimista é reconhecer que tudo pertence a Deus, que somos de Deus. Por amor e gratidão devolvemos o dízimo como ato de obediência.

O padre é figura pequena, frágil, débil em sua humanidade. Mas o que ele constrói, uma comunidade de irmãos que se amam na fé, é grandioso!
Ser dizimistas é colocar ferramentas nas mãos do padre para realizar na comunidade o Plano de Amor de Deus, em comunidade, na comunidade.

Devolver o dízimo, dar a oferta, é colocar-se no altar, é ser oferecido no Pão e no Vinho, e com eles sermos consagrados a Deus.

Dar o dízimo e a oferta é semente abençoada que dará muitos frutos espirituais e materiais para a nossa vida.
Constate isso!
Experimente!

Autor:Antoninho Tatto

Fonte: www.meac.com

As Sete Chaves


Vamos refletir sobre as sete chaves.
Primeira: O dízimo não é dinheiro. Será nossa primeira chave para se entender essa maravilhosa experiência de Deus. Certamente é o que fica de mais intrigante entre nós.
Segunda: Conscientização. Nada poderá prosperar sem essa possibilidade de conscientização da comunidade. Em se tratando de pastoral, fica cada vez mais evidente. Não nascemos sabendo como fazer o dízimo acontecer na comunidade.
Terceira: Leitura, estudo e formação. Sem esses passos, não poderemos dar outros mais decisivos. Na maioria das vezes, encontramos agentes de pastoral desatualizados e mal informados sobre o dízimo.
Quarta: Objetivo e aplicação do dízimo. Falam-se tantas coisas e sugerem-se tantas razões sobre onde aplicar o dinheiro do dízimo que acabamos nos abstendo do que é mais importante. O dízimo é da comunidade. É um contínuo dar e receber!
Quinta: Visita e atenção aos dizimistas. Esse é o lado mais cruel e trabalhoso do dízimo. Muitas vezes, queremos um dízimo fácil e sem trabalho. Com isso, o dízimo acaba não acontecendo.
Sexta: transparência administrativa. Esse é o grande reclamo da maioria das pessoas de onde tenho visitado.
Sétima: Experiência de Deus. Certamente é a base de toda a compreensão do dízimo.

Enfim, uma história.
"Um padeiro queria conhecer o mestre, e este foi à padaria, disfarçado de mendigo. Ali, pegou um pão e começou a comer. O padeiro espancou-o e atirou-o na rua.
'Malvado', disse o discípulo. Não vê que expulsou o mestre que queria conhecer? Arrependido, o padeiro foi até a rua. O que posso fazer para que me perdoe, mestre, implorou. Convide-nos para um banquete amanhã, foi a resposta.
No dia seguinte, mestre e discípulo foram à casa do padeiro e encontraram um farto banquete. No meio da comida, o discípulo perguntou: Mestre, como posso distinguir o homem bom do mau?
Basta olhar este padeiro, respondeu o mestre. É capaz de gastar dez moedas de ouro num banquete porque sou célebre, mas é incapaz de dar um pão para alimentar um mendigo com fome." (In: Folha de S. Paulo, 16.03.99, caderno 5.4)

O dízimo é um pouco disso. A gente aprende fazendo a experiência. É como uma árvore frondosa que não dá frutos nos primeiros anos. Na maioria das vezes, levam-se anos. A imediatez atrapalha a caminhada. A experiência do dízimo é aparentemente fácil, mas cheia de reveses, encontros e desencontros. Na maioria das vezes, é sempre uma questão de começar e confiar na Palavra que não falha e é sempre verdadeira.
Pe. Jerônimo Gasques

sábado, 23 de agosto de 2008

A Lenda do Mendigo


Certa vez, um mendigo caminhava por uma estrada, na esperança de encontrar alguém que lhe desse alguma coisa. Estava já cansado e a tarde vinha chegando. Na sua sacola velha e empoeirada, levava apenas um pão duro, que o morador de um casebre lhe dera na manhã daquele dia.
De vez em quando o mendigo, cansado e sujo, olhava para frente e para trás, para ver se apontava alguém naquela estrada deserta. Qual não foi a sua alegria quando percebeu, ao longe, os sinais de uma carruagem. E sua alegria aumentava a medida que essa carruagem se aproximava: era o príncipe daquele país, que vinha com sua comitiva. O coração do mendigo bateu forte, iria ganhar uma poderosa ajuda. Colocou-se à margem do caminho, estendeu sua mão aberta e pediu:
- Dá-me um auxílio, por misericórdia!
O príncipe parou a carruagem e, por sua vez, disse ao mendigo:
- Eu é que lhe peço um pedaço de pão!
E o mendigo, sem entender nada do que estava acontecendo, enfiou a mão na sacola, quebrou um pedacinho daquele pão velho e o deu ao príncipe.
A carruagem desapareceu e o mendigo continuou lentamente, chateado e sentindo uma grande decepção. Ao chegar em casa, porém teve uma surpresa agradável: encontrou na sacola um pedacinho de ouro, precisamente do tamanho do pedaço de pão que havia dado ao príncipe...
Esta lenda nos mostra que muitas vezes temos esse comportamento: de alguém que precisa muito, mas com um coração egoísta, sempre buscando quem possa nos oferecer mais. E, ao sermos solicitados, ficamos confusos! Não estamos acostumados a dar, só pedir! Pára não pegar mal, quebramos um pedacinho do pão que temos. Poderíamos dar mais, mas não o fazemos.
E quando descobrimos a retribuição do príncipe, nos arrependemos e desejamos ter dado um pedaço maior do pão, apenas para ganharmos mais. Somos gananciosos!
Lembremos do nosso dízimo! / Qual é o tamanho da “pedrinha” que estamos dando a Deus? / “Quem semeia largamente, largamente colherá”, nos lembra São Paulo.
O Dízimo não é esmola. Dízimo é a porção que o cristão consciente entrega à comunidade cristã a que pertence, como um ato de fé e obediência a Deus, reconhecendo-o como Senhor e Criador de todas as coisas.Deus aceita o dízimo que oferecemos e transforma numa dádiva incomparável, de valor infinito.