quinta-feira, 11 de setembro de 2008

10 Mandamentos dos dizimistas


MANDAMENTOS DO DIZIMISTA
1º. Encarar o dízimo como expressão de partilha, em conseqüência de pertença a uma comunidade que se tem o dever de sustentar, sob pena de se adotar o comportamento incoerente dos que integram uma família e nada fazem para mantê-la;
2º. Banir, da mente, toda e qualquer idéia do dízimo como esmola, porquanto assim considerá-lo é passar, a Deus, o atestado de mendigo, coisa inadmissível por ser Ele o Senhor de todos e de tudo. Quando se Lhe dá alguma coisa não é para mostrar ser Ele necessitado daquilo que se Lhe dá, mas para revelar que tudo Lhe pertence;
3º. Dar o dízimo máximo que se puder oferecer, levando-se, em conta, as seguintes realidades - Se o que se está oferecendo é tudo que se pode ofertar, se aquilo com o que se está contribuindo em matéria de dízimo é proporcional ao que se gasta em outras coisas (roupa, viagens, bebida, fumo, diversões etc.);
4º. Oferecer o “dízimo” sem buscar, de Deus, recompensa, de imediato, pelo que se está Lhe ofertando, lembrando-se de que a recompensa da oferta está no próprio ofertar;
5º. Cumprir o sagrado dever do dízimo com fidelidade (assiduidade), sem jactância (isentando-se de fazer comparação entre o que dá e o que os outro dão), com alegria (sem reclamar do que se está contribuindo, ainda porque o Senhor só concede o prêmio ao doador alegre);
6º. Conscientizar pessoas outras não dizimistas a que o sejam mostrando-lhes que ninguém pode acreditar na convicção religiosa de alguém descomprometido do seu sustento;
7º. Manter o cumprimento do dízimo não em razão dos pastores de sua Igreja, mas em função da Igreja, sejam quais forem os seus pastores;
8º. Evitar fazer coro com aqueles que alegam a doação de seu dízimo, valendo-se de sua condição de dizimistas para exigir tudo da Igreja sem a contemplarem com qualquer outra generosa colaboração;
9º. Rezar diariamente a “oração do dizimista”, também, como meio de manter acesa a chama da partilha que culmina nas mãos, mas se acende no coração.
10º. Procurar crescer na fé e na caridade, como sustentáculos de sua capacidade de doação, consciente de que ser dizimista não é só conseqüência de possuir, mas, antes, de crer e, sobretudo, de amar.

Pe. José Gilberto de Luna

Tríduo de Santa Rita de Cássia


Tríduo

Oração para todos os dias:


Pelo sinal da santa cruz livrai-nos Deus de nossos inimigos.


Ato de contrição: Meu Senhor Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, em quem creio e a quem amo sobre todas as coisas, pesa-me de todo Coração de vos ter ofendido com tantas e tão repetidas culpas, porque sois infinitamente bom e digníssimo de ser amado. Soe já em minha alma o eco de vossa voz dulcíssima toda poderosa, para que a desperte do sono de morte, distraída pelas coisas deste mundo. Muito vos tenho ofendido, amorosíssimo Pai meu; fazei, pois, que me arrependa e chore meus erros passados afim de que mereça amar-vos e alcançar o céu. Amém.

Rezar a oração do dia que corresponda e depois a oração final:

Oração final para todos os dias:

V. Rogai por nós, Santa Rita. R. Para que sejamos dignos das promessas de Jesus Cristo.
Deus, que vos dignaste dar tanta graça a Santa Rita que amava os inimigos e levava em sua fronte e no coração os sinais de vossa caridade e paixão, vos rogamos nos concedas que do mesmo modo perdoemos aos nossos inimigos e contemplemos as dores de vossa Paixão, para que consigamos os prêmios prometidos aos mansos e aos que choram. Vós que vives e reinas pelos séculos dos séculos. Amém.

Primeiro Dia

Oração: Diante de vós, oh! gloriosa advogada Santa Rita!, minha alma sente hoje a necessidade de invocar-vos, e com grande esperança recorrer a vosso refúgio como padroeira dos casos mais desesperados. Vós, que tão bem haveis entendido a expressão evangélica que diz "serão bem-aventurados os pobres porque deles é o reino dos céus", e que vos despojastes de todas as coisas deste mundo, desprende meu coração dos afetos aos bens desta terra que o aprisionam, e fazei que incessantemente e com firmeza de propósito reflita nas palavras do Divino Mestre, que dizem: "que servirá ao homem ganhar todo o mundo se perde sua alma?"

Máxima: O desprendimento dos bens da terra, ou seja a pobreza evangélica, é uma grande riqueza para o céu e um tesouro preciosíssimo. (São João Crisóstomo.)

Propósito: Mediante a proteção de Santa Rita, proponho romper os laços que tem ligado meu afeto as vaidades deste mundo.
Terminar com 3 Pai-Nossos, Ave-Maria, Glória e a Oração Final.

Segundo Dia

Oração: Não basta, gloriosíssima Santa Rita, protetora minha, que eu caminhe pela senda do bem, no qual não sou perseverante. Vós, pois, que fostes modelo de cristã constância em praticar a virtude, alcançai-me força para que daqui em diante mais e mais tenha santos costumes em que, com a graça de Deus, procurando copiar em minha vida a do justo, que semelhante a aurora que cresce até o perfeito dia, a fim de que fique bem impressa em minha alma a sentença do Divino Mestre que diz: " Aquele que perseverar até o fim, será salvo."

Máxima: No caminho da salvação, todos devemos correr sem voltar atrás até que cheguemos ao término e manter sempre vivo o desejo de correr mais. (Santo Agostinho.)

Propósito: Suplicarei sempre ao Senhor, muito especialmente na Sagrada Comunhão, o dom da perseverança final.
Terminar com 3 Pai-Nossos, Ave-Maria, Glória e a Oração Final.

Terceiro Dia

Oração: Oh! gloriosíssima protetora minha Santa Rita!, me é necessário desprezar os insultos e mentiras dos ímpios, que com toda astúcia procuram levar-me por caminhos de sua malícia, não obstante, é tão grande minha fragilidade, que me assusta esse temor vão. Vem, pois, em minha ajuda, Santa bendita, com vosso patrocínio, para que seja imitado vosso deprezo aos que zombam da doutrina de Jesus Cristo, e possa livremente dizer com São Paulo: "Eu não me separo do Evangelho." Deste modo nada será capaz de separar-me do serviço de Deus.

Máxima: De nada serve a agradar os homens, nunca devemos desagradar com ofensas a Deus. (Santo Agostinho.)

Propósito: Quando estiver em meio dos que professam contra as verdades da Igreja Católica, deverei sustentar a verdade dita por Jesus: "Tu és Pedro e sobre ti edificarei a minha Igreja".
Terminar com 3 Pai-Nossos, Ave-Maria, Glória e a Oração Final.

Oração São Padre Pio


Fica Senhor comigo, porque é necessária a Tua presença para não Te ofender. Tu sabes quão facilmente Te abandono.
Fica Senhor comigo, pois sou fraco e preciso da Tua força para não cair tantas vezes.
Fica Senhor comigo, porque Tu és a minha vida e sem Ti esmoreço no fervor.
Fica Senhor comigo, porque Tu és a minha luz e sem Ti permaneço nas trevas.
Fica Senhor comigo, para me dares a conhecer a Tua vontade.
Fica Senhor comigo, para que ouça a Tua voz e Te siga.
Fica Senhor comigo, pois desejo amar-Te muito e estar sempre na Tua companhia.
Fica Senhor comigo, se queres que Te seja fiel.
Fica Senhor comigo, pois embora a minha alma seja muito pobrezinha, deseja ser para Ti um lugar de consolação, um sacrário de amor.
Fica Senhor comigo, pois é tarde e o dia está a declinar, isto é: passa a vida, aproxima-se a morte, o juízo e a eternidade, e é necessário redobrar as minhas forças, para que não desfaleça no caminho, e, para tanto, preciso de Ti. Faz-se tarde e avizinha-se a morte!
Afligem-me as trevas, as tentações, as securas, as penas e as cruzes! Tenho necessidade de Ti nesta noite de exílio.
Fica Senhor comigo, porque nesta noite da vida e dos perigos, preciso de Ti.
Que eu Te conheça Senhor, como os Teus discípulos ao partir do pão, isto é: que a união eucarística seja a luz que dissipe as minhas trevas, a força que me sustenta e a única felicidade do meu coração.
Fica Senhor comigo, pois, quando chegar a morte, quero estar unido a Ti; se não puder ser de modo sacramental pela sagrada comunhão, ao menos pela graça e pelo amor.
Fica Senhor comigo, não Te peço a Tua divina consolação, pois não a mereço, mas o Dom da Tua presença santíssima. Sim, só isso Te peço.
Fica Senhor comigo, Só procuro a Ti, o Teu amor, a Tua graça, a Tua vontade, o Teu coração, o Teu espírito, porque Te amo, e não Te peço outra recompensa além do aumento deste amor. Amor sólido e prático. Amar-Te de todo o coração na terra, para continuar a amar-Te perfeitamente, por toda a eternidade. Amém.

domingo, 31 de agosto de 2008

DÍZIMO: Dom Maravilhoso


Dar dízimo não é meter a mão no bolso e sacar dinheiro.
Dízimo é colocar antes a mão no coração e sentir na gratidão o pulsar do Amor de Deus.

Dízimo, dom generoso do povo, matéria prima para a multiplicação da fé. Ide e Evangelizai todos os povos...”

Quem se torna dizimista venceu a barreira do egoísmo.
Dízimo é semente de prosperidade.
Prosperidade é constatar que “Deus jamais se deixa vencer em generosidade”.
Ser dizimista é reconhecer que tudo pertence a Deus, que somos de Deus. Por amor e gratidão devolvemos o dízimo como ato de obediência.

O padre é figura pequena, frágil, débil em sua humanidade. Mas o que ele constrói, uma comunidade de irmãos que se amam na fé, é grandioso!
Ser dizimistas é colocar ferramentas nas mãos do padre para realizar na comunidade o Plano de Amor de Deus, em comunidade, na comunidade.

Devolver o dízimo, dar a oferta, é colocar-se no altar, é ser oferecido no Pão e no Vinho, e com eles sermos consagrados a Deus.

Dar o dízimo e a oferta é semente abençoada que dará muitos frutos espirituais e materiais para a nossa vida.
Constate isso!
Experimente!

Autor:Antoninho Tatto

Fonte: www.meac.com

Catequese e Dízimo



CATEQUESE E Dízimo, publicada em: 21/07/2008 - Pe. Jerônimo Gasques




As impressões sempre ficam arquivadas naquelas notas que selecionamos ou tomamos contato para a leitura. Muitas vezes, nos trabalhos de catequese, tanto em particular como em trabalhos de equipe verificamos certa falta de reparo pastoral de nossos catequistas em relação à opção pelo dizimo. O que segue é fruto-resultado de alguns encontros que promovemos com catequistas para falarmos sobre a importância do dizimo na vida da comunidade.
Vejamos estas respostas, em síntese, de alguns encontros com catequistas. Separamos as principais, pois algumas respostas não tinham sentido algum. Depois faremos algumas observações pertinentes às respostas para apreciarmos os conteúdos. Foi trabalhada a pergunta “o que é o dízimo para você?”. Melhoramos a redação de algumas respostas. As respostas dos grupos foram, aqui, enumeradas para facilitar a identificação. Veja a síntese:
1- devolver a Deus o que ele nos dá;
2- é uma forma de contribuição dos fies à paróquia;
3- é uma retribuição ao próprio Deus por tudo o que ele nos dá e que podemos repartir;
4- o reconhecimento do amor de Deus por nós;
5- devolver um pouco do muito que ele nos dá;
6- uma forma de agradecimento por tudo que ele nos concede;
7-Deus dá o trabalho para nós e devolvemos uma parte para o crescimento da comunidade;
8- é uma parcela de colaboração por tudo que Deus nos dá gratuitamente;
9- dízimo é uma contribuição espontânea dada de coração como dedicação a Deus;
10- dízimo também é o que você pode dar. Por exemplo: os dez por cento para quem pode e os que não podem um pouco daquilo que puder;
11- retribuição das bênçãos mensais;
12- é uma devolução a Deus daquilo que ele nos dá para manter a igreja;
13- não é só doar dinheiro, pode ser também doações através de cestas básicas ou do que o próximo estiver precisando;
14- uma parcela do pagamento que recebemos;
15- é uma contribuição à igreja para implementar melhorias e ajudar nas despesas;
16- através de nosso dizimo estamos cumprindo com nossa parte de responsabilidade para com a sobrevivência de nossa paróquia;
17- dízimo é um ato de amor a Deus por tudo o que ele nos dá. Retribuição;
18- é doação, não é sobra. É partilha;
19- poder colaborar com a igreja. Quem pode colaborar? Nem todos podem (!).
Gostaram das repostas?
A maioria delas nem passou de raspão nos textos bíblicos referentes ao dízimo. Isso denota a falta de preparação dos catequistas ao se entender o dizimo. Imaginem estes falando sobre o dízimo nos encontros de catequese!
A maioria é de repostas evasivas. Como que lançadas ao leu. Uma necessidade de simplesmente responder. Aqui, você faria um bom exercício tentando identificar aquela resposta mais interessada ao texto bíblico.
O que mais chamou a atenção foi a falta de referencia à Palavra de Deus. Em nenhuma resposta houve a preocupação de uma citação sequer. Isso se torna grave devido ao fato de que as respostas vêm de catequistas que, cuja função, seria de trazer a tona a Palavra de Deus na catequese ou nos encontros de catequese com feitio de formação. Podemos concluir que a catequese, na maioria das vezes, é simplesmente doutrinaria.
Mais ou menos podemos deduzir algumas conclusões.
Os grupos, também, expressaram certo derrotismo nas repostas (cfr. 10 e 19). Bem encaixada em algumas atitudes da maioria que assim pensa. A catequese sempre expressa àquilo que vai no coração do catequista. Com certeza, estes, não conseguiram fazer o caminho do dízimo em sua vida. Ainda guardam os mesmos sentimentos comuns da maioria dos católicos. Por terem chegado ao estagio de catequistas poderiam ser diferentes.
As respostas evasivas e sem contextualização são as mais comuns (cfr. 1,2,5,9,17,18). Para citar a maioria delas. Estas respostas não expressam nada de importante, apenas o que as pessoas, em geral, dizem quando abordadas para falar sobre o dízimo. São respostas que não afirmam nenhum compromisso com a comunidade. Nada se refere à experiência de Deus na vida cristã. As respostas expressam o contexto de desinteresse dos agentes de catequese.
Algumas se aproximam dos textos bíblicos sobre o dizimo (cfr. 1,3a,11). Isso é o máximo que podemos observar mas, ainda mesmo, com ressalvas. O grupo começava bem mas tinha que completar com um “e” indicando certa duvida na afirmação (cfr. a 3). Com certeza o grupo encontrou resistência ao firmar algo sumamente positivo. Faltava-lhe a convicção necessária para a opção madura. Podemos ate, inclusive, afirmar que a maioria não é dizimista.
Com este quadro, em mãos, podemos retirar varias conclusões e tomar algumas atitudes positivas da nossa situação. Para observar, verifique:
1- A catequese necessita de formação sobre o dizimo;
2- Os catequistas necessitam fazer a experiência do dizimo em sua vida cristã;
3- Ter (mais) convicção naquilo que abordam nos encontros de catequese com crianças e adolescentes;
4- Conhecer a Palavra de Deus no que tange ao dizimo;
5- Repensar a reflexão sobre o dizimo na vida da igreja;
6- Cuidar-se para não transmitir uma idéia derrotista sobre a participação na comunidade;
7- A fidelidade ao dizimo a todo custo. O dízimo pesa, certamente;
8- Retirar e observar os preconceitos sobre a questão dinheiro na igreja. A maioria sempre relaciona o dízimo com dinheiro;
9- Pensar diferente dos demais membros da comunidade quanto ao dízimo. Aqui esta a diferença;
10- Cuidar-se para não fazer do dízimo uma opção melancólica, triste e mesquinha;
11- Refletir o dízimo positivamente. O pior dizimista é aquele triste e sem expressão de contentamento pela oferta;
12- Crescer na experiência de Deus. Experimentar o dízimo de forma bíblica e não superficialmente;
13- Cuidar para que o dízimo na comunidade seja aberto e todos possam participar dos resultados. Nada do dízimo encruado, reservando o resultado somente para alguns. Necessidade de transparência na administração do mesmo;
14- Evitar em falar das dificuldades em colaborar para não se dar a idéia de coitadinho e que nunca pode colaborar na comunidade. Muitos se comportam assim;



O dízimo não tem limite. Ele sempre será eficiente na comunidade quando a mesma se dispõe a fazer a experiência de Deus. Quanto mais dizimo houver, mais coisas têm para se fazer (trabalho pastoral, pastoral social, liturgia, reformas e etc.).

As Sete Chaves


Vamos refletir sobre as sete chaves.
Primeira: O dízimo não é dinheiro. Será nossa primeira chave para se entender essa maravilhosa experiência de Deus. Certamente é o que fica de mais intrigante entre nós.
Segunda: Conscientização. Nada poderá prosperar sem essa possibilidade de conscientização da comunidade. Em se tratando de pastoral, fica cada vez mais evidente. Não nascemos sabendo como fazer o dízimo acontecer na comunidade.
Terceira: Leitura, estudo e formação. Sem esses passos, não poderemos dar outros mais decisivos. Na maioria das vezes, encontramos agentes de pastoral desatualizados e mal informados sobre o dízimo.
Quarta: Objetivo e aplicação do dízimo. Falam-se tantas coisas e sugerem-se tantas razões sobre onde aplicar o dinheiro do dízimo que acabamos nos abstendo do que é mais importante. O dízimo é da comunidade. É um contínuo dar e receber!
Quinta: Visita e atenção aos dizimistas. Esse é o lado mais cruel e trabalhoso do dízimo. Muitas vezes, queremos um dízimo fácil e sem trabalho. Com isso, o dízimo acaba não acontecendo.
Sexta: transparência administrativa. Esse é o grande reclamo da maioria das pessoas de onde tenho visitado.
Sétima: Experiência de Deus. Certamente é a base de toda a compreensão do dízimo.

Enfim, uma história.
"Um padeiro queria conhecer o mestre, e este foi à padaria, disfarçado de mendigo. Ali, pegou um pão e começou a comer. O padeiro espancou-o e atirou-o na rua.
'Malvado', disse o discípulo. Não vê que expulsou o mestre que queria conhecer? Arrependido, o padeiro foi até a rua. O que posso fazer para que me perdoe, mestre, implorou. Convide-nos para um banquete amanhã, foi a resposta.
No dia seguinte, mestre e discípulo foram à casa do padeiro e encontraram um farto banquete. No meio da comida, o discípulo perguntou: Mestre, como posso distinguir o homem bom do mau?
Basta olhar este padeiro, respondeu o mestre. É capaz de gastar dez moedas de ouro num banquete porque sou célebre, mas é incapaz de dar um pão para alimentar um mendigo com fome." (In: Folha de S. Paulo, 16.03.99, caderno 5.4)

O dízimo é um pouco disso. A gente aprende fazendo a experiência. É como uma árvore frondosa que não dá frutos nos primeiros anos. Na maioria das vezes, levam-se anos. A imediatez atrapalha a caminhada. A experiência do dízimo é aparentemente fácil, mas cheia de reveses, encontros e desencontros. Na maioria das vezes, é sempre uma questão de começar e confiar na Palavra que não falha e é sempre verdadeira.
Pe. Jerônimo Gasques

sábado, 23 de agosto de 2008

A Lenda do Mendigo


Certa vez, um mendigo caminhava por uma estrada, na esperança de encontrar alguém que lhe desse alguma coisa. Estava já cansado e a tarde vinha chegando. Na sua sacola velha e empoeirada, levava apenas um pão duro, que o morador de um casebre lhe dera na manhã daquele dia.
De vez em quando o mendigo, cansado e sujo, olhava para frente e para trás, para ver se apontava alguém naquela estrada deserta. Qual não foi a sua alegria quando percebeu, ao longe, os sinais de uma carruagem. E sua alegria aumentava a medida que essa carruagem se aproximava: era o príncipe daquele país, que vinha com sua comitiva. O coração do mendigo bateu forte, iria ganhar uma poderosa ajuda. Colocou-se à margem do caminho, estendeu sua mão aberta e pediu:
- Dá-me um auxílio, por misericórdia!
O príncipe parou a carruagem e, por sua vez, disse ao mendigo:
- Eu é que lhe peço um pedaço de pão!
E o mendigo, sem entender nada do que estava acontecendo, enfiou a mão na sacola, quebrou um pedacinho daquele pão velho e o deu ao príncipe.
A carruagem desapareceu e o mendigo continuou lentamente, chateado e sentindo uma grande decepção. Ao chegar em casa, porém teve uma surpresa agradável: encontrou na sacola um pedacinho de ouro, precisamente do tamanho do pedaço de pão que havia dado ao príncipe...
Esta lenda nos mostra que muitas vezes temos esse comportamento: de alguém que precisa muito, mas com um coração egoísta, sempre buscando quem possa nos oferecer mais. E, ao sermos solicitados, ficamos confusos! Não estamos acostumados a dar, só pedir! Pára não pegar mal, quebramos um pedacinho do pão que temos. Poderíamos dar mais, mas não o fazemos.
E quando descobrimos a retribuição do príncipe, nos arrependemos e desejamos ter dado um pedaço maior do pão, apenas para ganharmos mais. Somos gananciosos!
Lembremos do nosso dízimo! / Qual é o tamanho da “pedrinha” que estamos dando a Deus? / “Quem semeia largamente, largamente colherá”, nos lembra São Paulo.
O Dízimo não é esmola. Dízimo é a porção que o cristão consciente entrega à comunidade cristã a que pertence, como um ato de fé e obediência a Deus, reconhecendo-o como Senhor e Criador de todas as coisas.Deus aceita o dízimo que oferecemos e transforma numa dádiva incomparável, de valor infinito.